Free and Open Source Software, ou ‘software livre e de código-fonte aberto’.
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Nota: A audiência pretendida para essas observações é o público leigo em tecnologia da informação/informática, interessado em conhecer as motivações do blogueiro e as razões pelas quais ele considera relevante o software aberto para suas pesquisas sobre Linked Data.
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Duas obviedades preliminares:
1. livre NÃO é o mesmo que grátis
2. grátis NÃO é o mesmo que livre
Há muito software livre que é distribuído mediante uma contrapartida em dinheiro, assim como há muito software proprietário que se distribui gratuitamente.
Essa distinção acaciana é ainda mais necessária na língua inglesa. Por isso a FSF esclarece:
think of free as in free spech, not as in free beer
Ou seja, se está interessado em saber do que estamos falando, você deve pensar na sua liberdade de expressão, não em [como obter] cerveja grátis. Faz sentido para você?
Prá mim faz muito sentido, mas isso não é suficiente para esclarecer todas as dúvidas de ordem legal, ética e tecnológica envolvidas na questão. (E ainda não há sequer a sombra de um consenso quanto ao que seja, de fato e de direito, software livre.)
Há quem defenda a tese de que apenas software em domínio público deve ser considerado ‘livre’ e há quem advogue que basta ter o código-fonte aberto sob qualquer licença. Além disso, são inúmeras as formas de licenciamento open source, originárias ou derivadas, aplicáveis ou não no país X ou Y, sob tais ou quais condições etc.
Por isso, sempre que posso uso a expressão software não-proprietário, em vez de software livre ou open source. Porque parece-me que a questão relevante está na existência ou não de patentes que possam em algum momento no futuro tornar exclusivo de alguns o que foi criado para ser de todos.
Penso que qualquer indivíduo deve ser livre para utilizar seu computador pessoal da maneira que quiser, mesmo que isso signifique:
* estimular a indústria de patentes sobre o conhecimento
* contribuir para o aquecimento do consumo desnecessário
* desperdiçar dinheiro em sistemas com obsolescência programada
* trocar o direito de posse do equipamento pelo direito de uso do software.
Para a maioria das pessoas o computador pessoal não é mais que uma máquina de escrever ‘multimídia’ ou uma plataforma para jogos. Apesar disso, a maneira como cada um utiliza os próprios recursos não deixa de ser uma questão de foro íntimo.
Contudo, a rede mundial de computadores é uma criação coletiva, a maior criação do espírito humano no século XX. E a única ameaça real a essa criação é o seu provável loteamento entre tecnologias proprietárias.
Encontrar os meios de evitar que isso aconteça sem ferir direitos legítimos parece ser o maior desafio que se coloca agora.
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